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Agronegócios Oscilação

Por que os preços do leite e derivados caíram em novembro?

A queda dos preços recebidos pelo produtor ocasionou também a diminuição de preços no mercado varejista, tanto para o leite, quanto para os derivados industrializados

07/12/2020 16h38
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Por: Redação Fonte: Campos Gerais Rural
Foto: arquivo CG Rural
Foto: arquivo CG Rural

Os preços recebidos pelos produtores de leite tiveram uma queda de 2,4% no Paraná, comparado a outubro (R$ 2,05) e novembro (R$ 2,00). O recuo dos preços provocou também quedas nas cotações do mercado varejista. É o que indica o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, produzida por técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria do Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Entre os produtos do mercado varejista que tiveram recuo nos preços, comparados a outubro, estão: leite em pó (440g), com queda de 0,90%, o longa vida, de 2,63%; o queijo minas prensado, de 3,54%, o mussarela, de 5,65%; e o queijo prato, de 2,12%. Outros, porém, registraram alta, como o leite pasteurizado, de 1,59%; a manteiga extra, de 4,77%; e o queijo parmesão, de 1,89%.

De acordo com a análise do médico veterinário, Fábio Mezzadri, do Deral, os fatores que influenciaram as cotações são, principalmente, os aumentos expressivos nos preços dos lácteos, que ocasionaram queda no consumo; maior incidência de chuvas a partir de novembro, que contribuiu para o crescimento da produção; aumento das importações e menor demanda interna.

“O leite e derivados atingiram um pico de preços que o consumidor conseguia pagar. Entretanto, com novos reajustes, eles se elevaram ainda mais e começaram as quedas na demanda.  Além deste fator, a inflação sobre a renda da população, em grande parte abalada pelos efeitos da pandemia, e o fim do auxílio emergencial em dezembro, pode ocasionar uma redução ainda maior da demanda para o início de 2021”, explica Fábio, no Boletim divulgado na sexta-feira (4) pelo Deral.

Outro importante fator que tem ocasionado um cenário de queda nos preços é o aumento das importações de lácteos nos últimos meses do ano, justamente em um período de redução na demanda interna. No último trimestre (agosto-setembro-outubro) de 2020, em relação ao mesmo período do ano de 2019, as importações se elevaram em 79% na receita e 92% no volume. Nesse caso, o mês de outubro foi o que puxou a ascensão da compra externa, com um registro de 103% a mais na receita, em relação ao ano passado.

Conforme o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, as perspectivas para o setor neste final de ano e a dificuldade principal do produtor está em equalizar a demanda.

“Além disso, as expressivas altas dos custos de produção (atreladas, sobretudo, à valorização dos grãos) impossibilitam investimentos na atividade, além de já comprometerem as margens dos produtores, visto que ocorrem em um momento muito sensível de redução da receita. Outro agravante para a situação é a valorização da arroba ao longo deste ano, que acaba estimulando o abate de fêmeas. Assim, a produção de leite pode não se recuperar no verão, como em outros anos, o que pode frear o movimento de queda no campo”, explica um relatório de comportamento de preços produzido pelo Cepea.

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