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Agronegócios Produtividade

Veja como o etanol de milho pode garantir renda ao produtor rural

A produção de etanol de milho bateu recorde em 2019 no Brasil e o Paraná é o terceiro maior produtor do biocombustível no país

26/10/2020 15h37
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Por: Redação Fonte: Campos Gerais Rural
Veja como o etanol de milho pode garantir renda ao produtor rural

A produção de etanol a partir do milho está cada vez mais relevante para o agronegócio. Com o crescimento das usinas que fabricam etanol com o grão e o potencial de crescimento de mercado, a utilização do milho para este fim tem oferecido uma nova forma de garantir renda ao produtor.

A exemplo dos Estados Unidos, que criou uma demanda extra para o uso o cereal, o etanol de milho no Brasil é uma opção de escoamento da produção, produção essa que é uma das mais expressivas do mundo.

Para o produtor, o preço da cultura do milho, a possibilidade do cereal ser cultivado na entressafra da cana e a produção do farelo de milho, que pode ser utilizado na engrenagem das usinas, são fatores que chamam a atenção e se tornam uma alternativa para ter a demanda absorvida.

“Não dá para dizer que se produzirá etanol de milho em todo o Brasil, porque isso depende de condições e de preços locais. Mas é um nicho de mercado que está se criando, bastante promissor, e os investimentos que estão sendo feitos nessa indústria são bastante expressivos”, afirmou o coordenador-geral de Cana-de-Açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Cid Caldas, à Agencia Brasil

 

Dados sobre a produção de etanol de milho no Brasil

A produção de etanol de milho vem crescendo no Brasil. A expectativa é de que o país produza cerca de 2,5 bilhões de litros do produto durante a safra 2020/2021, de acordo com União Brasileira do Etanol de Milho (Unem).

Apesar da cana-de-açúcar ser a mais comum para a produção do álcool no Brasil, há estados que se destacam na fabricação do biocombustível a base do milho. É o caso do Paraná, que está em terceiro lugar na lista dos principais produtores do país, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). E não é à toa que o Paraná se destaca. O estado é o segundo do país que mais produz milho, o que lhe garante uma matéria-prima expressiva para a produção do etanol.

 

Vantagens e desvantagens que o produtor deve observar

Para a produção de etanol, o milho precisa ser moído para se transformar em farinha. Depois, passa por um processo de cozimento para que seja obtido o produto final. Uma tonelada de milho pode produzir cerca de 406 litros de álcool. No entanto, a fermentação é mais longa do que a da cana-de-açúcar, já que o amido precisa ser transformado quimicamente em açúcar.

Outra diferença entre a cana-de-açúcar e o milho é a produtividade. Um hectare pode produzir até 90 toneladas de cana, que consequentemente, rende até 8 mil litros de etanol. Já o milho rende no máximo 20 toneladas por hectare, que podem se transformar em 3,5 mil litros do biocombustível. Ou seja, o milho é o que mais apresenta eficiência de etanol por tonelada de matéria-prima, mas, é necessária uma área maior para sua produção, comparado à cana-de-açúcar que produz muito mais biomassa por hectare. Isso faz com que o custo de produção também seja mais caro, em relação à cana.

A vantagem do etanol a base de milho é que seu subproduto pode ser utilizado na alimentação de bovinos. Isso é o que chamamos de DDGS (grãos secos destilados com solúveis). Este material é o que sobra do processo de cozimento do milho para a obtenção do álcool. Na fermentação, é gerada uma farinha, como um fubá, que passa depois por um processo de secagem, formando, assim, o grão utilizado na nutrição de gados. Uma tonelada de milho é capaz de produzir 300 quilos de DDGS.

No Paraná, a Cooperativa Agroindustrial do Vale do Ivaí (Cooperval) destaca-se na produção do DDGS. Neste ano, a expectativa da usina é processar cerca de 150 mil toneladas de milho, aumentando a produção do etanol e as oportunidades de venda da proteína animal.

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