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Campos Gerais Rural Mistério

10 casos de plantio das sementes asiáticas foram registrados no Paraná

A Adapar registrou o recebimento de 48 pacotes de sementes não solicitadas no estado

23/10/2020 14h13
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Por: Redação Fonte: Campos Gerais Rural
Foto: reprodução redes sociais
Foto: reprodução redes sociais

Desde 17 de setembro, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) alerta a população sobre o recebimento de sementes não solicitadas. No estado, 48 pacotes de sementes foram registrados e enviados para análise laboratorial, de acordo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab). A Adapar também recolheu plantas que cresceram após a semeadura dos materiais recebidos. O órgão foi notificado sobre a existência de dez dessas plantas ao redor do Paraná.

O recebimento das sementes, geralmente via correio, de forma não solicitada e até como “brindes” de encomendas, foi observado em todo o país. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) também comanda a análise laboratorial dos materiais e alertou, ainda neste mês, que foram detectadas as presenças de ácaro vivo, fungos, bactérias e a possibilidade de pragas quarentenárias em algumas amostras. A análise preliminar do Mapa indica que “os pacotes supostamente foram enviados de quatro países da Ásia”, inclusive da China.

Na região dos Campos Gerais, segundo a Seab, Ponta Grossa e Palmeira registraram casos de recebimento das sementes. As cidades com mais notificações no Paraná foram Curitiba e Marechal Cândido Rondon. Por não saberem os riscos que o produto recebido pode trazer para a agricultura e também para o meio ambiente, alguns moradores do estado plantaram as sementes. Essas situações ocorreram em Paranavaí, Maringá, Londrina, Nova Fátima, Campo Mourão, Clevelândia, Pinhais, Curitiba e Jandaia do Sul, conforme a Seab. Elas foram recolhidas pela Adapar para análises laboratoriais.

Análises preliminares

De acordo com a Seab, as plantas recolhidas pela Adapar são divididas conforme o estágio de desenvolvimento. As adultas, já em idade reprodutiva (com flores, sementes), são encaminhadas a pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), para fazer a identificação botânica.  No caso das plantas recém-emergidas, a Adapar faz análise fitopatológica e, posteriormente, o descarte imediato, para evitar disseminação. A planta recolhida em Maringá já foi analisada e a Adapar aguarda o laudo oficial dos pesquisadores para comunicar o Mapa. Mas, segundo o órgão, a princípio, ela não oferece risco para a agricultura.

“O Laboratório da Adapar realizou as análises fitopatológicas de todas as plantas que chegaram e as análises nematológicas de amostras dos solos onde foram plantadas as sementes. Na primeira análise não houve nenhum relato de fungo exótico que já não tivesse aqui. A princípio, as análises mostraram que o material que a gente recebeu e analisou não oferece riscos para a agricultura, de um modo geral”, diz o gerente de Sanidade Vegetal da Adapar, Renato Young Blood.

Apesar de até o momento a Adapar não constatar nenhum perigo referente às plantas, o alerta para que as pessoas não descartem, abram e plantem as sementes continua. “O Mapa está recolhendo dezenas de sementes do Brasil inteiro, está sendo feita uma análise muito mais completa e uma identificação de todas as espécies vegetais que estão chegando. Nós, da Adapar, fizemos até o momento a identificação de uma espécie vegetal. O Mapa já relatou que, de todo o material coletado por eles [Mapa], quatro poderiam ser pragas quarentenárias. O que é preciso deixar claro é que apesar de a gente não ter, nessa identificação da planta de Maringá, encontrado nada perigoso em uma análise preliminar, o risco sempre existe. E a gente observa que chega uma quantidade de sementes muito grande”, destaca Renato.

Em coletiva de imprensa realizada no dia 6 de outubro, o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, do Mapa, Carlos Goulart, disse que as sementes são os insumos que mais precisam ser regulados no mundo, porque o risco iminente é o mais alto que existe. Segundo ele, o recebimento do material não solicitado nessa quantidade é inédito no mundo. “Essa importação de material, solicitado ou não sem a certificação, sempre foi proibida no Brasil e no mundo. O que chamou a atenção foram usuários terem recebido os pacotes sem terem sido solicitados”, afirmou Carlos.  Até o início do mês, mais de 250 pacotes foram registrados no Brasil.

No Paraná, as cidades que registraram o recebimento das sementes, mesmo sem serem solicitadas, foram: Curitiba (12), Goioerê (1), Andirá (1), Foz do Iguaçu (2), Guarapuava (1), Almirante Tamandaré (1), Colombo (1), Campo Mourão (1), Paranavaí (2), Marechal Cândido Rondon (3), São José dos Pinhais (2), Cascavel (1), Cornélio Procópio (1), Maringá (1), São Mateus do Sul (1), Fazenda Rio Grande (1), Francisco Beltrão (1), Mauá da Serra (1), Marmeleiro (1), Rolândia (1), Jacarezinho (1), Palmeira (1), Iporã (1), Londrina (1), Ponta Grossa (1), União da Vitória (2), Icaraíma (1), Matinhos (1), Salto de Lontra (1), Wenceslau Braz (1).

Orientação

A orientação da Adapar é a de que quem receber os pacotes deve procurar uma unidade da Adapar mais próxima, ou do Ministério da Agricultura. Também pode entrar em contato com a Adapar pelo telefone (41) 3313-4000 ou pelo Fale Conosco, disponível em www.adapar.pr.gov.br.

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