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Campos Gerais Rural Paraquat

Anvisa libera uso de estoques de Paraquat na safra 2020/2021

Ao Campos Gerais Rural, o Coordenador Estadual de Fiscalização da Adapar afirmou que aguarda a publicação oficial da Anvisa sobre a autorização do uso

07/10/2020 21h46 Atualizada há 2 semanas
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Por: Redação
Anvisa libera uso de estoques de Paraquat na safra 2020/2021

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, durante reunião com membros da diretoria colegiada, autorizar o uso de estoques do Paraquat comprados para a Safra de 2020/2021. A reunião aconteceu na quarta-feira (7). 

Conforme estabelecido pela Anvisa, o prazo de utilização do defensivo obedece um calendário regional. Há datas estipuladas para as culturas da soja, algodão, feijão, milho, cana de açúcar, café, trigo, batata, maçã e citrus, como pode ser observado na imagem desta reportagem. 

O impedimento do uso do Paraquat passou a valer a partir de 22 de setembro deste ano. O produto é utilizado como defensivo agrícola para conter o avanço de plantas daninhas.

Ao Campos Gerais Rural, o Coordenador Estadual de Fiscalização de Agrotóxicos da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), João Miguel Tosato, afirmou que aguarda a publicação oficial da Anvisa sobre a autorização do uso dos estoques existentes para decidir como proceder. A partir de então, será feita uma orientação aos produtores rurais sobre as medidas a serem adotadas em relação ao produto.

“O que podemos dizer no momento é que, mesmo com a autorização da Anvisa, o comércio do Paraquat continuará proibido e o uso por parte dos produtores só será legal se houver uma receita agronômica correta para o uso do produto. Esse diagnóstico é extremamente importante, se o produtor continuar usando, sem a receita, o uso se torna irregular”, destaca João Miguel.

De acordo com João Miguel, o papel do agrônomo será essencial nesse processo de transição entre a liberação do uso e a proibição a partir de 2021. “Mesmo com o Paraquat sendo proibido efetivamente a partir de 2021, o produtor rural não será tão prejudicado, pois há alternativas de outros produtos. Nesse sentido, é importante contar com o apoio de um agrônomo para que o caso seja avaliado, assim como as eventuais necessidades”, diz o Coordenador de Fiscalização de Agrotóxicos da Adapar.

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