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Como agricultor do PR conseguiu colher 118 sacas de soja por hectare?

O produtor conseguiu atingir essa produtividade sem ter feito aplicação de inseticidas

15/07/2020 20h26 Atualizada há 1 mês
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Por: Redação Fonte: Com informações do Sistema Faep
Como agricultor do PR conseguiu colher 118 sacas de soja por hectare?

O produtor rural Laércio Dalla Vecchia, de Mangueirinha, no Sudoeste do Paraná, tinha um sonho: produzir mais de 100 sacas de soja por hectare. Amparado pelos conceitos do plantio direto e das técnicas do Manejo Integrado por Pragas (MIP), o agricultor foi além. Dalla Vecchia consagrou-se campeão do Desafio Nacional de Máxima Produtividade, chancelado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb), ultrapassando a própria meta. No talhão cultivado para o concurso, o sojicultor colheu 118 sacas por hectare. E mais, conseguiu atingir essa produtividade sem ter feito aplicação de inseticidas.

 

“Não tem nada de produto milagroso. O segredo é fazer tudo na hora certa, no tempo certo, do jeito certo, tudo com muita paixão e amor. É [fazer] o monitoramento, estar todo dia no campo, vendo como está se desenvolvendo a lavoura. Tem aquele ditado que é o olho do criador que engorda o porco. Na lavoura, não é diferente”, diz Dalla Vecchia. “Eu tenho orgulho de dizer que essa área foi campeã com zero aplicação de inseticida. Está mais que provado que não precisa passar veneno se não tiver dano [à lavoura]”, acrescenta.

 

Este é o quinto ano consecutivo em que Dalla Vecchia participa do Desafio do Cesb. Desde então, o produtor separa um talhão de sua propriedade para ampliar a produtividade. Na ocasião, o agricultor não perdia de vista a sua meta. “Eu pensava assim: ‘Se o pessoal do Cesb consegue fazer 100 sacas por hectare, eu também consigo’”, diz. Apesar disso, no início, o produtor cometeu alguns equívocos. Erroneamente, pensou que bastava aplicar produtos agroquímicos para que sua lavoura se desenvolvesse.

 

“Eu tinha em mente que para colher bastante precisava investir bastante. Fazia cinco aplicações de fungicida e [aplicava] mais um monte de adubo. Fazia tudo que podia, quimicamente. A minha soja vinha bonita até uma altura, mas chegava no final e 40%, em média, morriam por doenças radiculares e perdia o rendimento. Faltava um elo na minha corrente”, conta.

 

MIP como tecnologia de campo

 

Em 2018, ele frequentou o curso de MIP do SENAR-PR, desenvolvido em parceria com a Embrapa e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – IAPAR-EMATER (IDR-PR), e em que aprendeu que, a partir do monitoramento constante da lavoura, pode conduzir a cultura de forma mais racional. Na ocasião, dividiu sua propriedade em duas áreas. Uma delas, conduziu de acordo com as técnicas do MIP e não foi preciso aplicar inseticida. Na outra, precisou fazer mais de três aplicações. “Foi uma experiência muito positiva. De lá pra cá, aplico MIP em 100% das áreas”, diz.

 

 

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