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CGRural na aRede Pandemia

Cancelamento de eventos equestres muda rotina de competidores e trabalhadores

Com quase 6 milhões de animais, o Brasil é o hoje o terceiro país com maior rebanho de equinos do mundo, atrás somente da China e do México

08/07/2020 18h34 Atualizada há 1 mês
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Por: Vanessa
Cancelamento de eventos equestres muda rotina de competidores e trabalhadores

Com quase 6 milhões de animais, o Brasil é o hoje o terceiro país com maior rebanho de equinos do mundo, atrás somente da China e do México. A indústria do cavalo, como é conhecida no setor, é responsável também por empregar seis vezes mais que a indústria automobilística no país, gerando cerca de três milhões de postos de trabalho e movimentando anualmente R$ 16,5 bilhões, de acordo com dados do Estudo do Complexo do Agronegócio Cavalo, realizado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Universidade de São Paulo (Esalq/SP).

 

Devido a importância que o setor de cavalos possui para o agronegócio, as alterações decorrentes do novo coronavírus na atividade preocupa criadores e competidores de equinos. Pensando no cenário local, a live do CGRural no portal aRede nesta terça-feira (07), abordou o cancelamento dos eventos destinados à competições com cavalos e o impacto na rotina dos atletas. Participaram da conversa o presidente do Núcleo Campos Gerais do Cavalo Quarto de Milha (NCGQM), atleta e sócio-proprietário da M&B Eventos Equestres Cronometrados, Junior Benks, e a médica veterinária e competidora, Gabriella Hilgemberg Esperidião. 

 

De acordo com Junior Benks, a chegada da pandemia no país alterou toda a programação do setor. “Existe uma programação para competidores, criadores e quem vive no meio do cavalo. Nosso ano de competições geralmente começa em março e vai até novembro. Em fevereiro, nós acreditávamos que nosso ano seria normal. Na modalidade que eu faço parte, que é o laço, a gente conseguiu fazer o último evento em março e na segunda metade daquele mês, estava programado para começar o nosso campeonato regional, do núcleo, e que precisamos adaptar por conta do período”, explicou. 

 

Com eventos regionais e nacionais reagendados, adiados ou cancelados, e toda uma cadeia produtiva que não possui condições de trabalhar no momento, Benks acredita ser difícil uma recuperação nas provas ainda neste ano. “Outros setores conseguiram se adaptar, mas nós não temos como nos programar. Acho que vamos sofrer ainda ano que vem, principalmente por conta do acúmulo de provas e a aproximação dos calendários de diferentes competições”, explicou. 

 

A preocupação dos atletas se estende aos cavalos. De acordo com a competidora e médica veterinária Gabriella Hilgemberg Esperidião, a falta de competição altera também a rotina dos animais. “Para as provas de tambor, os treinos são muito intensos e os cavalos precisam ter um bom preparo físico. Agora reduziu bem, mas os animais não podem parar e diminuir a frequência de treinamentos”, explicou. De acordo com Gabriella, para que os animais voltem aos ritmos de prova será necessário de duas a três competições para que o condicionamento retorne. 

 

Os convidados também abordaram na live as relações trabalhistas durante o período. De acordo com Junior Benks, até o momento não foi criado uma linha de apoio mais ampla para os trabalhadores que dependem das competições para sobrevivência. Já a competidora relata a mudança na rotina com os patrocinadores, já que era nas competições a principal forma de divulgar as marcas que contribuem no processo de preparação dos atletas. “A sorte é que hoje temos as redes sociais, onde podemos continuar a fazer as campanhas”, reforçou.

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