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Agronegócios China

China se consolida como maior compradora de carne bovina brasileira

China se consolida como maior compradora de carne bovina brasileira

25/06/2020 16h25 Atualizada há 4 meses
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Por: Vanessa
China se consolida como maior compradora de carne bovina brasileira

A China se consolidou em maio como o principal destino da carne bovina brasileira. As exportações do Brasil para o país asiático cresceram de 40,3% em maio de 2019 para 64,8% no mesmo mês deste ano. 

No balanço dos principais destinos das exportações de carne bovina brasileira no acumulado de 2020, a China apresenta expressiva diferença em relação aos outros principais países compradores da proteína.

Para Thiago Bernardino, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a aproximação cada vez maior entre a China e o Brasil no comércio internacional é um principais responsáveis por esse desempenho. 

“A restrição de compras de alguns frigoríficos australianos ajudou as exportações brasileiras, assim como câmbio desvalorizado com a alta do dólar também deixou nossa carne mais competitiva”, disse. De acordo com o pesquisador, a pandemia da Covid-19 também favoreceu esse cenário, levando a China a realizar compras de maiores volumes.

As exportações para o país asiático seguem firmes em junho, segundo Bernardino, e já ultrapassam 100 mil toneladas. Caso o ritmo seja mantido, o Brasil pode exportar entre 150 mil a 160 mil toneladas em todo o mês para a China, embora as tendências do mercado possam mudar. “Temos sempre que lembrar que, quando temos movimentos de alta de compras, também há estocagem, então é preciso observar como a China irá se comportar nas próximas semanas e meses, mas sim, as exportações vêm forte em relação a maio”.

Contudo, o pesquisador do Cepea faz ressalvas sobre a relação de dependência econômica do Brasil em relação à China. Mesmo sabendo da importância em possuir um parceiro tão forte após seguidos anos de atritos políticos no país e uma crise na saúde mundial, ele vê como necessária a busca por novos mercados como Tailândia, Singapura e Indonésia, o que em parte vem sendo realizado pelo Ministério da Agricultura.

“A China ficará cada vez mais atenta na forma com que estamos produzindo, principalmente em questão da contaminação por Covid-19 nos frigoríficos, e isso vai exigir cada vez mais clareza dos produtores, indústria e o do Ministério da Agricultura”, comenta

Com informações do Canal Rural.

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