Audiência Pública promove discussão entre manejo das araucárias e a preservação da mata

Audiência Pública promove discussão entre manejo das araucárias e a preservação da mata

Na manhã de ontem, (02), aconteceu a Audiência Pública sobre ‘Manejo das Araucárias’ na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). O encontro debateu posições de produtores rurais, representantes do poder público e ambientalistas. O manejo da Mata de Araucárias tem posições divergentes entre os atores envolvidos. Dessa forma, a proposta da audiência promoveu o embate a respeito do modelo atual de manejo das áreas remanescentes.


O projeto apresentado pelo Deputado Emerson Bacil estabelece regras de proteção, manejo sustentável e instrumentos de compensação pela preservação da Mata das Araucárias no Paraná. Bacil alerta que a proibição do corte de árvores prejudica a atividade agrícola e ainda assim não protege o meio ambiente. “Precisamos rever a lei para que nossas florestas não diminuam. Hoje elas estão diminuindo”, afirma.


O presidente da comissão de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção dos Animais tem opinião divergente e afirma que o manejo sustentável deve estar atrelado com novas áreas de plantio, citando que “precisamos aliar preservação dos remanescentes das matas e a possibilidade dos agricultores terem em suas propriedades o plantio, de acordo com uma regulamentação e legislação atualizadas”, explica.


Sergundo Norberto Anacleto Ortigara, Secretário Estadual de Agricultura e Abastecimento , é necessário utilizar soluções técnicas e avanços tecnológicos recentes que possam viabilizar o manejo sustentável das araucárias e também a proteção jurídica aos produtores. Ele aponta que “a grande maioria de nossos agricultores faz o correto para ser sustentável”, frisou o Secretário.

O que trata o projeto de Lei nº 537/2019

No artigo 3º, o texto reitera: “os recursos florestais das florestas plantadas de domínio privado do pinheiro-do-paraná, não sujeitos aos regimes de reserva legal ou de florestas protetoras previstas na legislação federal, são suscetíveis de utilização sustentável, condicionadas aos planos de manejo florestal, nos termos da legislação em vigor”. Além disso, o projeto também determina que o manejo sustentável será permitido, e prevê como os proprietários rurais que plantarem o pinheiro em área sem restrição legal poderão registrar os plantios garantindo seu aproveitamento.

Texto: Maíra Orso

Imagem: Orlando Kissner/Alep

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